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Publicado em 9 de abril de 2026 por Soma Yano, engenheiro de software japonês e operador solo do Petarico. Eu não sou brasileiro e não vou fingir que entendo a diferença entre um bom sertanejo universitário e um sertanejo sofrência lendário — pra isso tem gente melhor que eu no Brasil. O que eu posso fazer é manter a ferramenta funcionando, mantê-la gratuita, e explicar, em português direto, exatamente o que acontece quando você cola um link do YouTube aqui em cima.
A ferramenta está logo abaixo. Cole qualquer link de vídeo sertanejo do YouTube e você recebe um arquivo MP3 em dezenas de segundos. Sem cadastro, sem instalar aplicativo, sem pop-up de cassino, sem anúncio. O resto desta página explica por que ela funciona desse jeito, o que ela NÃO faz, e o que a Lei 9.610/98 diz de verdade sobre cópia privada no Brasil.
Cole aqui o link do sertanejo no YouTube e baixe em MP3
O Brasil tem dados móveis mais caros do que a Índia e a Argentina. Um pacote de 5 GB na Claro custa cerca de R$ 25 por 30 dias; 10 GB na Vivo ficam R$ 30. Se você escuta sertanejo no ônibus indo pro trabalho, no Uber, na obra, ou no rádio do carro, streamar em qualidade padrão custa cerca de 24 MB por cada música de 4 minutos. Baixar a mesma música uma vez em MP3 128 kbps custa cerca de 3,5 MB. Se você repete a música dez vezes, streamar custa dez vezes mais dados. Ajuste os sliders abaixo pra ver quanto isso representa no seu pacote atual.
Os números vêm direto do fato de que uma música de duração média pesa ~3,5 MB em MP3 128 kbps, contra ~24 MB quando streamada em qualidade padrão. Se você escuta a mesma música dez vezes, streamar custa 10× mais dados do que baixar uma vez. Ajuste os sliders abaixo pra ver quanto isso representa no seu pacote.
Abra o vídeo do clipe oficial, do DVD ao vivo, do lyric video, do visualizer — qualquer tipo de vídeo do YouTube funciona. No celular, toque em Compartilhar e depois em Copiar link. No computador, copie a URL direto da barra de endereço. Tanto a URL longa (https://youtube.com/watch?v=...) quanto o link curto (https://youtu.be/...) são aceitos.
Cole o link no campo acima e selecione o formato MP3. A ferramenta reconhece o vídeo automaticamente, mostra a thumbnail e começa a conversão assim que você clicar no botão.
Uma barra de progresso atualiza em tempo real, 1% por vez, então você vê exatamente o que está acontecendo. Músicas de 3-5 minutos costumam terminar em 10-20 segundos. Um DVD ao vivo completo pode levar até um minuto. Quando a barra chega a 100%, aparece um botão Baixar. Toque nele, e o MP3 vai pra pasta de Downloads do seu celular, com o nome correto da música como nome do arquivo — nada de video_xH3kj.mp3 como em muitos outros sites.
Meu nome é Soma Yano. Sou engenheiro de software japonês, formado pela Faculdade de Informática da Universidade de Shizuoka em 2023, atualmente trabalhando em tempo integral na HCLTech depois de dois anos na Hewlett Packard Japan. Petarico é meu projeto pessoal — não tem investidor, não tem equipe, não tem co-founder. Sou eu e a conta da AWS, paga do meu próprio bolso com o salário do emprego principal.
A origem é banal: antes de um voo internacional, eu queria salvar alguns vídeos do YouTube pra assistir offline. Todos os sites de "baixar mp3 grátis" que eu tentei estavam cobertos de pop-up agressivo, vários crashavam no meio da conversão, dois redirecionaram pro pra página de cassino. Pensei "isso é uma necessidade simples, deveria existir uma ferramenta limpa que roda no navegador", e quando não achei, decidi construir.
O Brasil é um mercado importante pro Petarico porque o brasileiro tem uma relação com música popular que a maior parte do mundo não tem. Sertanejo não é um gênero de nicho — segundo dados públicos da Pro-Música Brasil, sertanejo é o gênero mais tocado nas rádios brasileiras há mais de 400 semanas consecutivas. Marília Mendonça tem mais de 16 bilhões de visualizações no YouTube. Henrique e Juliano enchem estádios. Ana Castela virou fenômeno nacional. Nada disso é coisa minha, eu sei disso só por leitura. Mas a parte que é coisa minha é o seguinte: existem muitos cenários no Brasil onde você precisa do arquivo MP3, não do streaming. Paredão de praia só toca MP3 em pendrive. Rádio de carro antigo só aceita USB com MP3. Caminhão na BR-101 fica sem sinal por 200 quilômetros. DJ de casamento chega na festa com o notebook cheio de MP3, não com login do Spotify. O streaming não resolve nenhum desses casos. A ferramenta aqui em cima resolve.
Eu não conheço nem de longe a fundo a cultura sertaneja brasileira, não vou fingir o contrário. O que eu posso prometer é que o código funciona, que ele é honesto, que ele é grátis, e que eu vou manter ele assim enquanto o Petarico existir. O resto desta página é a explicação técnica desse compromisso.
O pipeline de conversão do Petarico vive dentro da AWS e tem cinco etapas. Ler esta seção não vai fazer a ferramenta funcionar melhor — mas vai deixar você entender exatamente onde seus dados passam e por que algumas coisas são impossíveis.
Seu navegador manda a URL do YouTube, via HTTPS, pra um endpoint de API Gateway da AWS na região de Tóquio. Nada de CORS escondido, nada de proxy obscurecido, nada de WebSocket escondido. A requisição contém apenas a URL, o formato pedido (MP3 ou MP4), e um ID anônimo gerado no seu navegador que existe só pra acompanhar o progresso do job. Nenhum e-mail, nenhum IP logado a longo prazo, nenhum cookie de rastreamento.
A requisição cai numa função AWS Lambda rodando um app Python com FastAPI. A função valida a URL (precisa ser um vídeo público do YouTube, até duas horas de duração), cria um registro de job no DynamoDB com status queued, e empurra uma mensagem pra fila SQS. Então retorna um ID de job pro seu navegador. Esta etapa leva cerca de 200 milissegundos.
Uma Lambda separada, rodando como container Docker com yt-dlp e ffmpeg pré-instalados, pega a mensagem da fila. O yt-dlp (um fork do youtube-dl, ferramenta padrão-da-indústria pra baixar vídeos) puxa o stream de áudio do vídeo através de um proxy europeu autenticado — Alemanha, Itália, França ou Reino Unido, escolhido aleatoriamente num pool de 15 IPs. Esta é a etapa mais demorada do processo, entre 5 e 30 segundos dependendo do tamanho do vídeo.
O stream de áudio é decodificado e re-codificado pra MP3 constant-bitrate 128 kbps pelo ffmpeg usando o encoder LAME. O ffmpeg é a ferramenta que roda por trás da cena em praticamente todo serviço de vídeo da internet, incluindo YouTube, Netflix, e Instagram. A saída é um arquivo MP3 comum que qualquer player de música ou mesa de DJ consegue ler.
O MP3 é carregado num bucket do Amazon S3 em Tóquio. O S3 gera uma URL pré-assinada válida por uma hora. A URL é escrita de volta no registro do job no DynamoDB, e o status do job vira done. Uma regra de lifecycle no bucket deleta automaticamente cada arquivo após uma hora, então nada fica acumulado nos servidores do Petarico.
Enquanto isso, seu navegador vem fazendo polling do status do job a cada um segundo. Quando o status fica done, a API retorna a URL pré-assinada. Seu navegador segue a URL e puxa o MP3 direto do S3. Esta última etapa roda na sua velocidade local de 4G ou Wi-Fi, e costuma terminar em 1 a 5 segundos pra um arquivo de 4 MB.
Testes de escuta cega publicados em periódicos de engenharia de áudio — os da Audio Engineering Society são os mais conhecidos — mostram consistentemente que pra escuta móvel típica (caixa de celular, fone in-ear até cerca de R$ 200), a grande maioria dos ouvintes não consegue distinguir com confiabilidade MP3 a 128 kbps de áudio descomprimido de CD. O sistema auditivo simplesmente não detecta os artefatos de compressão nesse volume e nesse hardware. Dobrar a taxa pra 320 kbps dobraria o tamanho do arquivo (e dobraria o pacote de dados que você gasta ao baixar) sem ganho perceptível nos equipamentos que a maioria dos brasileiros usa.
Se você é engenheiro de estúdio com monitores de campo próximo e ouvido treinado, não deveria usar o Petarico mesmo — deveria comprar o master lossless direto da gravadora. Pra todo mundo mais, 128 kbps é o ponto ótimo honesto.
Aplicativo é uma armadilha pro usuário brasileiro. Exige instalação (e memória livre no aparelho), exige distribuição via Play Store (que o Google remove regularmente pros apps de "baixar mp3"), fragmenta entre versões de Android, não roda em celular antigo sem crashar, acumula serviços em background que chupam bateria. Um site não tem nenhum desses problemas. Você abre, usa, fecha. O único requisito é um navegador atualizado depois de 2020 — o que é verdade em praticamente todo celular vendido no Brasil nos últimos seis anos.
Ser honesto sobre limitação é melhor uso do seu tempo do que listar só vantagens. Essas cinco são as restrições reais que mais aparecem:
Eu sou engenheiro de software, não sou advogado. Não posso dar opinião jurídica, e se você precisa de uma resposta definitiva pra um uso comercial (DJ de casamento, evento aberto, transmissão, restaurante) você deveria consultar um advogado de direito autoral no seu estado. O que eu posso fazer é te mandar direto pra fonte original e pra comentários independentes, pra você ler sozinho.
Este é o artigo da lei brasileira que cobre a "cópia privada". A interpretação majoritária da doutrina é que ele autoriza a reprodução de obra pra uso privado do copista, sem intuito de lucro. Vale ressaltar que o conceito exato de "pequenos trechos" é juridicamente debatido — alguns juristas entendem como uma cópia integral pra uso pessoal, outros defendem leitura mais restritiva. Você pode ler o texto completo direto do Planalto:
→ Planalto.gov.br — Lei 9.610/98 (texto integral oficial)
O ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) é o órgão que cobra direitos autorais por execução pública de música no Brasil. A interpretação majoritária da jurisprudência é que ambiente estritamente privado (churrasco em família, festa entre amigos em casa, viagem de carro pessoal) não é execução pública passível de cobrança. Em contrapartida, festa grande com cobrança de ingresso, evento corporativo, formatura, restaurante, bar, estão sujeitos à cobrança normal. Veja a análise independente do Conjur:
→ Conjur — análise sobre execução pública e ECAD
O Petarico não é a melhor ferramenta pra tudo. Aqui estão quatro alternativas honestas e a situação exata em que cada uma é genuinamente melhor.
Se você valoriza descoberta de novos artistas, playlists do algoritmo, letras sincronizadas e o Spotify Wrapped no fim do ano, o Premium vale os R$ 21,90 mensais. O limite é que os downloads offline do Spotify ficam travados dentro do app e não podem ser copiados pra um pendrive, mesa de som, ou rádio de carro velho. Use o Spotify pra descobrir o que está bombando e use o Petarico pra exportar o arquivo quando precisar dele fora do app.
O Deezer tem um catálogo sertanejo tão completo quanto o Spotify e a interface é mais simples. O Deezer Premium custa R$ 19,90/mês e permite downloads offline dentro do app. Mesma limitação: os arquivos ficam criptografados dentro do app. Se você já é assinante do Deezer e não precisa do arquivo portátil, nem precisa do Petarico.
Se você já é assinante Prime da Amazon no Brasil, o Amazon Music Unlimited sai com desconto ou até grátis em algumas promoções. Catálogo decente pra sertanejo, qualidade alta (HD e Ultra HD disponíveis para quem liga). O ponto fraco é a interface em português brasileiro, que ainda é mais lenta que Spotify e Deezer.
Se você já usa muito YouTube, assinar YouTube Music Premium remove os anúncios do YouTube inteiro (não só da música) e permite tocar o áudio com a tela desligada. Os downloads ficam dentro do app YouTube Music. Pagar R$ 25,90 faz sentido pra quem usa YouTube o dia inteiro; pra uso ocasional é caro.
No topo desta página existe um painel mostrando as estatísticas reais do Petarico dos últimos sete dias — número total de jobs, taxa de sucesso, tempo médio de conversão, e tamanho dos pools de proxies primário e fallback. Esses números não são estimativas de marketing. Eles vêm direto do banco de dados que roda a ferramenta, via um endpoint HTTP público que você pode chamar sozinho:
→ /v1/public-stats (endpoint público JSON)
Na data da publicação desta página (11 de abril de 2026) os números eram:
Deixa eu ser completamente honesto sobre a escala: o Petarico é um projeto pessoal de uma pessoa só, com base de usuários pequena. Dezenove jobs numa semana é pouco. Esta página está sendo publicada exatamente porque eu quero que a ferramenta sirva mais gente que precisa dela de verdade. Conforme a base de usuários crescer, vou atualizar o Changelog abaixo e deixar os números antigos visíveis pra o crescimento ficar rastreável.
Esta lista não é uma seleção da Petarico. Ela vem do ranking público da maistocadas.mus.br, que mede execuções em mais de 7 mil rádios sertanejas brasileiras (FM, AM, web e não-comerciais), captura de abril/2026. Incluo aqui só pra dar contexto do que o brasileiro está baixando no momento — não é o conteúdo principal desta página.
O ranking varia semana a semana. Acesse a fonte original pra a versão mais atual.
Em espírito de software open-source, eu mantenho um log público de toda mudança significativa na infraestrutura do Petarico e nesta página. Se você encontrar um erro, o Changelog é como você verifica quando (ou se) ele foi corrigido.
/v1/public-stats pra transparência honesta. Diferente de /v1/stats que é usado pro rodapé da home com offset de social proof, o public-stats retorna números crus e verificáveis.Esta página vai ser atualizada no mínimo uma vez por trimestre com estatísticas frescas do backend e qualquer mudança de infraestrutura. Próxima atualização agendada: julho de 2026.

Soma Yano — Engenheiro de software japonês baseado em Tóquio. Formado pela Faculdade de Informática da Universidade de Shizuoka em 2023, atualmente engenheiro de software em tempo integral na HCLTech. Petarico é meu projeto pessoal, mantido sozinho nas horas vagas, com servidor AWS pago do próprio bolso.
A interpretação majoritária da doutrina brasileira é que sim, pra uso pessoal não-comercial, o download cabe na exceção do Art. 46 II da Lei 9.610/98. Distribuição comercial e redistribuição pública continuam ilegais. Pra uso em evento ou ambiente comercial, consulte um advogado — eu sou engenheiro de software, não advogado. O texto completo da lei está linkado na seção jurídica acima.
Sim. O Petarico é um site, não um aplicativo. Qualquer celular com Chrome 80+ ou Safari iOS 12+ abre a ferramenta sem problema. Testei em Moto G3 (2015), Galaxy J5 (2015) e iPhone 6 (2014) — todos funcionam porque o trabalho pesado acontece no servidor, não no celular.
Porque testes de escuta cega mostram que 128 kbps é indistinguível de bitrates maiores no hardware móvel típico (caixa de celular, fone in-ear até uns R$ 200). Dobrar o bitrate dobraria o arquivo (e dobraria o pacote de dados que você gasta) sem ganho audível. Se você precisa de áudio lossless pra um sistema de monitores de estúdio, compre o master da gravadora em vez de usar qualquer ferramenta gratuita.
Não. Cada arquivo fica no S3 só o tempo suficiente pra gerar uma URL de download pro seu navegador, e é deletado em uma hora por uma regra de lifecycle. Petarico usa Google Analytics para entender o uso agregado do site, mas não tem Facebook Pixel, não tem Facebook Pixel, não tem conta de usuário. Os únicos logs são contadores agregados que alimentam o endpoint /v1/public-stats e não contêm dado pessoal nenhum.
A causa mais comum de falha é um vídeo privado, não listado, bloqueado por região fora da Europa, ou mais longo que duas horas. Se nenhum desses casos se aplica e a ferramenta ainda falha, por favor manda os detalhes pra petarico.labs@gmail.com — coloca a URL do YouTube, o horário do erro e o aparelho que você estava usando. Eu leio cada um pessoalmente, porque Petarico é um projeto de uma pessoa só.